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A Standard and Poor's voltou a cortar os ratings de Portugal de A+ para A- e da Grécia de BBB+ para BB+. A dívida Grega encontra-se assim na categoria frequentemente denominada pelos mercados como junk.
Os mercados reagiram muito negativamente, sobretudo ao corte do rating da Grécia, com os spreads entre Obrigações do Tesouro Grego e os Bunds Alemães a 10 anos a subirem para um record de 6,61%. Os spreads das OTs a 10 anos Portuguesas também subiram para 2,64%.
A reacção do mercado não reflecte apenas a situação individual de cada país mas um receio mais alargado relativamente ao aumento do endividamento público Europeu e às dificuldades que se avizinham para corrigi-lo. Com efeito, a Europa tem tradicionalmente tido taxas de crescimento mais reduzidas do que outras regiões do Mundo, como os Estados Unidos ou Ásia, o que tornará mais difícil a implementação de medidas de contenção orçamental.
Esta reacção do mercado força definitivamente a Grécia a aceitar qualquer condição que lhe seja imposta pela Zona Euro e pelo FMI para aceder ao pacote de 45 mil milhões de euros. Com as taxas de juro do mercado perto de 10%, a Grécia teria de atingir um saldo primário de cerca de 10% do PIB só para estabilizar a dívida em 135% do PIB, o que é realmente insustentável.
No caso de Portugal, se as taxas de juro se mantiverem perto dos 5,5%, o saldo orçamental terá de atingir 2,5% para estabilizar a dívida pública nos 92% do PIB. É agora essencial que o Governo e a Oposição mostrem uma determinação inabalável na redução do défice e da dívida pública e, possivelmente, que alterem o PEC no sentido de uma maior contenção orçamental. Nomeadamente, como diz o relatório da Standard and Poor's, poderá ser necessário considerar aumento de impostos.
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