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Comentários sobre a economia internacional.


Comentário semanal: Perspectivas económicas melhoram PDF Print E-mail
Friday, 07 May 2010 15:18
As previsões da Comissão Europeia para o PIB foram revistas em alta. No entanto, os mercados continuam a ser abalados pela crise da dívida. Esta semana, o principal receio é que a Grécia se veja obrigada a alterar os planos de pagamento da dívida, uma versão mais suave de default.
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Comentário semanal: Economia real Europeia recupera; S&P corta ratings da Grécia, Espanha e Portugal PDF Print E-mail
Friday, 30 April 2010 16:42
Esta semana, os indicadores de actividade continuaram a melhorar. Em particular, na Zona Euro, o indicador de confiança da Comissão subiu para –7 em Abril, a sua média de longo prazo e em Portugal a produção industrial subiu 7,2% em Março relativamente a Fevereiro, apontando para uma retoma do PIB no 1º trimestre. Apesar destas notícias, os mercados foram de novo abalados pelo corte da notação da dívida pública da Grécia, de Portugal e de Espanha pelo S&P. O Inquérito do BCE às instituições de crédito mostraram uma redução da procura de crédito e uma deterioração das condições de acesso ao crédito.
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Economia Portuguesa e Europeia: S&P corta rating de Portugal para A- e Grécia para BB+ PDF Print E-mail
Tuesday, 27 April 2010 19:09

A Standard and Poor's voltou a cortar os ratings de Portugal de A+ para A- e da Grécia de BBB+ para BB+. A dívida Grega encontra-se assim na categoria frequentemente denominada pelos mercados como junk.

Os mercados reagiram muito negativamente, sobretudo ao corte do rating da Grécia, com os spreads entre Obrigações do Tesouro Grego e os Bunds Alemães a 10 anos a subirem para um record de 6,61%. Os spreads das OTs a 10 anos Portuguesas também subiram para 2,64%.

A reacção do mercado não reflecte apenas a situação individual de cada país mas um receio mais alargado relativamente ao aumento do endividamento público Europeu e às dificuldades que se avizinham para corrigi-lo. Com efeito, a Europa tem tradicionalmente tido taxas de crescimento mais reduzidas do que outras regiões do Mundo, como os Estados Unidos ou Ásia, o que tornará mais difícil a implementação de medidas de contenção orçamental.

Esta reacção do mercado força definitivamente a Grécia a aceitar qualquer condição que lhe seja imposta pela Zona Euro e pelo FMI para aceder ao pacote de 45 mil milhões de euros. Com as taxas de juro do mercado perto de 10%, a Grécia teria de atingir um saldo primário de cerca de 10% do PIB só para estabilizar a dívida em 135% do PIB, o que é realmente insustentável. 

No caso de Portugal, se as taxas de juro se mantiverem perto dos 5,5%, o saldo orçamental terá de atingir 2,5% para estabilizar a dívida pública nos 92% do PIB. É agora essencial que o Governo e a Oposição mostrem uma determinação inabalável na redução do défice e da dívida pública e, possivelmente, que alterem o PEC no sentido de uma maior contenção orçamental. Nomeadamente, como diz o relatório da Standard and Poor's, poderá ser necessário considerar aumento de impostos.

 

 
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