| Comentário especial: Governo pede assistência externa à Comissão Europeia |
| Thursday, 07 April 2011 13:53 |
|
Após a ameaça dos Bancos de deixarem de comprar Obrigações e Bilhetes do Tesouro, o Governo finalmente acedeu a pedir ajuda financeira externa. Na Europa, a rede de apoio financeiro criada no ano passado comporta três fontes diferentes que garantem um financiamento total de 750 mil milhões de euros:
O objectivo principal desta rede é apoiar o financiamento do Estado. No entanto, o Estado pode negociar um montante para a estabilização do sector financeiro. Foi o que aconteceu na Irlanda, onde 35 dos 85 mil milhões de euros recebidos foram dedicados ao sector financeiro. O acesso aos fundos desta rede de financiamento poderá demorar mais de um mês a partir de agora. Primeiro, o Governo precisa de fazer um pedido formal, que inclui o financiamento necessário e as medidas adicionais que o Governo pretende implementar para reduzir o défice, que terá de ser negociado com os outros partidos. De seguida, o programa é avaliado pela Comissão, que analisa o programa com o BCE e o FMI e negoceia com o Governo. Em terceiro lugar, os Ministros das Finanças aprovam o programa, com base nas recomendações da Comissão enquanto o Governo e a Comissão assinam um memorando de entendimento sobre o programa de financiamento e as medidas. Finalmente, a Comissão e o FEEF iniciam um programa de emissão de obrigações para suprir as necessidades financeiras do Estado em dificuldades. Este processo demora pouco mais de quatro semanas a partir do momento em que o Governo pede formalmente apoio à UE. No caso de Portugal, isso ainda não aconteceu porque o Governo só entregará um pedido formal depois de negociar com os partidos as medidas adicionais que devem ser implementadas. Assim, é essencial que os partidos cheguem rapidamente a uma decisão, de forma a garantir o financiamento antes de meados de Junho, quando Portugal tem de refinanciar 7 mil milhões de euros entre juros e Obrigações do Tesouro. |