Macrometria

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Crise económica Portuguesa
A economia portuguesa na actualidade é marcada por uma crise financeira sem precedentes. Esta secção comenta os seus momentos críticos.


PIB cai 1,3% no quarto trimestre face ao terceiro trimestre
Tuesday, 14 February 2012 11:38

O PIB Português registou uma taxa de variação em cadeia negativa de 1.3% em volume no quarto trimestre após -0,6% no terceiro trimestre. A taxa de variação em cadeia foi de -2,7%.

Muito embora os detalhes da procura não tenham sido ainda disponibilizados, segundo o INE, a principal contribuição para o declínio foi uma queda significativa na procura interna, nomeadamente consumo das famílias e investimento. O comércio externo aumentou a sua contribuição positiva para a variação do PIB devido a uma diminuição mais significativa das importações. As exportações também abrandaram, em parte devido ao abrandamento económico internacional, mas mantiveram taxas de crescimento relativamente elevadas.

 

Em 2011, o PIB contraiu 1,5%, ligeiramente melhor do que as expectativas do Governo e das instituições internacionais. Isto deve-se por um lado à política orçamental menos restritiva do que tinha sido antecipado e, por outro ao comportamento positivo das exportações.

Ainda que o PIB se mantenha inalterado durante o ano de 2012, a taxa de variação anual em 2012 face a 2011 seria de -1,3%. O Governo e as instituições internacionais antecipam no entanto quedas significativas no PIB em volume, pelo menos na primeira metade do ano. alt
 
Portugal's 2012 Budget
Wednesday, 19 October 2011 07:01
The Budget is an ambitious, conservative, transparent plan. The gap in the 2011 implementation means that the task is more arduous than was thought in the spring. Furthermore, the risks of derailment have increased, in particular due to the increased risks to economic growth.
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Quarterly: The Portuguese Economy—Respite unlikely to last
Thursday, 08 September 2011 15:10
GDP stagnated in the second quarter, probably due to a pause in fiscal tightening. The new fiscal measures announced and the global slowdown will likely throw the economy in recession again in the third quarter.
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Comentário especial: Economia Portuguesa estagna no segundo trimestre
Wednesday, 17 August 2011 08:37

O PIB Português registou uma taxa de crescimento em cadeia de 0% no segundo trimestre de 2011 após -0,6% no primeiro trimestre. A taxa de variação face ao período homólogo de 2010 foi de -0,9%.

Os detalhes da despesa só estarão disponíveis no dia 8 de Setembro. No entanto, o INE avançou que a contracção em termos homólogos se deve sobretudo à quebra da procura interna enquanto a contribuição do comércio externo deverá ter sido positivo.

Estes dados surpreendem pela postiva mas poderão ser o reflexo de uma pausa nos esforços de contenção orçamental no período entre a dissolução da Assembleia e a formação do novo Governo.

Na Zona Euro, a maior surpresa veio da Alemanha que viu o crescimento do PIB diminuir de 1,3% em cadeia no primeiro trimestre para 0,1% no segundo. Os analistas esperavam uma diminuição para 0,5%. Segundo o Instituto Federal de Estatística, as exportações e o investimento tiveram contribuições positivas para o PIB, enquanto o consumo e as importações tiveram uma contribuição negativa. O PIB na Zona Euro também desacelerou de 0,8% em cadeia para 0,2%.

As expectativas para o crescimento na segunda metade do ano mantêm-se muito reservadas, devido ao alastramento da crise de dívida para a Espanha e a Itália e as consequências sobre as políticas orçamentais nesses países. Nestas circunstâncias é provável que o BCE atrase a data da próxima subida de taxas de juro.  

 
Comentário especial: plano de reestruturação para a Grécia precipita corte de rating em Portugal
Wednesday, 06 July 2011 08:08

A agência de notação financeira Moody's cortou cortou ontem à noite o rating de Portugal de Baa1 para Ba2, o equivalente nas outras principais agências de passar de BBB+ para BB. Segundo a agência, as perspectivas mantém-se negativas, o que significa que poderá haver mais cortes num futuro próximo. Com esta redução, a Moody's põe a dívida Portuguesa na categoria de "lixo".

O principal motivo para a redução do rating, segundo um comunicado da agência, é a probabilidade crescente de Portugal ser incapaz de se financiar nos mercados de capitais a taxas de juro sustentáveis a partir da segunda metade de 2013 e que uma segunda ronda de apoio financeiro necessite a participação dos investidores privados. Com efeito, a Moody's observa que os líderes políticos Europeus estão cada vez mais preocupados com o facto de a dívida Grega detida por investidores privados estar a passar para o balanço do sector público e receia que a participação do sector privado poderá ser uma pré-condição em futuras rondas de financiamento, mesmo no caso de Portugal. Esta situação poderá reduzir o apetite dos invetidores por dívida Portuguesa no futuro.

A Moody's cita outros factores para a redução do rating, nomeadamente os receios de que Portugal não consiga estabilizar a sua dívida no prazo acordado com a Comissão, o BCE e o FMI. No entanto, com este comunicado, a agência torna muito claro que as opções em cima da mesa para a reestruturação da dívida Grega irão ter consequências nos ratings, não só da Grécia, mas igualmente nos países mais fragilizados da periferia.

Esta redução do rating é significativa, não só porque pode obrigar ao pagamento imediato de linhas de crédito existentes ao sector privado e ao sector público que sejam dependentes do rating da República, mas também porque, se for seguida pelas outras agências de notação financeira, pode obrigar o BCE a alterar o requisito mínimo para aceitar as Obrigações Portuguesas como colateral nas operações de refinanciamento.

Para a posição da Moody's se alterar, pelo menos para retirar o outlook negativo, será necessário uma execução orçamental impecável. Em particular, cortes significativos na despesa no último trimestre do ano (no terceiro trimestre será difícil obter uma diminuição significativa da despesa devido aos pagamentos em atraso), a implementação escrupulosa do memorando de entendimento e uma redução do défice significativa, de preferência mais importante do que o que foi acordado com o BCE, Comissão Europeia e FMI.

 
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